A relação tradutor-intérprete e o Direito Internacional Privado

A relação “tradutor-intérprete” e o Direito Internacional Privado

Uma vez que a “tradução” se aplica a textos escritos  e a interpretação aos textos orais, é possível  afirmar que no âmbito da tradução jurídica são necessários tanto tradutores quanto intérpretes.

 

Os “tradutores jurídicos” trabalham para os juizados e tribunais e se encarregam de  “traduzir todo documento” que faça parte  de um processo judicial, por exemplo, interrogatórios, tratados e convênios internacionais e sentenças.

Por sua vez,  o trabalho ( a tarefa) do “intérprete judicial” consiste em “traduzir de forma oral” perante o órgão correspondente as perguntas e respostas dos interrogatórios e as intervenções num processo  de algum documento não traduzido previamente.

juramentado

A “tradução juramentada” é uma “tradução oficial” realizada por um tradutor (devidamente regulamentado pela Junta Comercial de seu estado), enquanto que  a tradução jurídica  refere-se  a um documento traduzido, cuja natureza se enquadra em qualquer área do direito,  sejam textos legislativos, convênios, manuais de direito ou artigos científicos sobre assuntos jurídicos.

No âmbito da tradução jurídica, há uma série de documentos  que,  após serem legalizados,  devem ser traduzidos para o idioma do país de origem (cartas rogatórias, sentenças,  testamentos, procurações).

justica-brasil

Sem dúvida, conforme afirma Susan Sarcevic,  a “tradução de textos jurídicos”,  inseridos em um sistema jurídico e recebidos em um outro sistema jurídico,  geram incongruências conceituais que  constituem um desafio para o tradutor e exigem dele uma preparação específica para realizar tal tarefa. O comércio internacional  e os blocos político-econômicos, de modo geral,  tem  dado lugar  a um grande numero de figuras jurídicas,  como “contratos de compra e venda, de transporte, de seguros e de representação comercial  que requerem  tradução”i.

É notório que atualmente as pessoas viajam para passear, trabalhar ou até mesmo morar em outros países com maior frequência. Com isso, essa mobilidade tem contribuído para ampliar o serviço de tradução e interpretação (que leva implícito  o conceito de  translação  de um idioma a outro)  dessas figuras jurídicas nesse campo temático. Alguns exemplos incluem a guarda de menores de pais com duas nacionalidades, delitos cometidos por alguém fora de seu país de origem, contratos diversos, entre outros.

Levando em conta tudo o que foi explanado anteriormente, cabe aqui destacar a relevância deste tipo de trabalho que aumenta a área de atuação dos tradutores/intérpretes, e sua importante relação com o direito, mais especificamente o direito internacional privado.

 

Maria Inás González Lozano

mineslozano@hotmail.com

mcatrad

intérpretes e tradutores

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Um comentário sobre “A relação tradutor-intérprete e o Direito Internacional Privado

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