Principais diferenças entre “Tradutores” e “Intérpretes”

Principais diferenças entre “Tradutores” e “Intérpretes”

É normal confundir essas duas funções, já que muitas pessoas desconhecem as diferenças entre eles. O papel dos dois profissionais é similar no que corresponde ao conceito de tomar um material – seja falado ou escrito – em um idioma e passá-lo a outro. A questão é que o processo de como isso será feito é quem marca as diferenças.

A “tradução” está mais focada no âmbito escrito e a interpretação envolve o universo da linguagem oral e suas vertentes. Neste caso, refiro-me aos diferentes sotaques, diferentes tipos de vocabulário (mais literário, técnico, ou até científico)

tradutora

O “tradutor” para exercer seu trabalho usa ferramentas de suporte para dar-lhe mais facilidades a hora de transferir um material de um idioma a outro. Tais ferramentas podem ser: dicionários, glossários, softwares. (As ferramentas tecnológicas de tradução devem ser usadas com cautela, falamos delas em um post anterior). Para realizar o trabalho de “tradução, o profissional não só deve conhecer muito bem os idiomas com os que vai trabalhar”, mas também, realizar um estudo e pesquisa das palavras adequadas a esse assunto. Pode que esse estudo e pesquisa envolva até mesmo uma questão regional, já que países que falam os mesmos idiomas apresentam com frequência diferenças em suas terminologias. Exemplo: inglês britânico, ou americano, espanhol da Espanha ou da América Latina.

cris achcar tradutora

Já o” intérprete, por sua vez, concentra seu trabalho em transmitir oralmente a mensagem escutada.” Essa “transmissão” pode ser feita de diferentes formas: simultaneamente (“traduzir ao mesmo tempo em que escuta. É necessária a capacidade de pensar em forma rápida e ter boa memória para recordar vocábulos específicos”, já que não há tempo de buscar palavras ou pensar se este ou aquele termo ficaria melhor), consecutivamente(o palestrante fala por alguns momentos e o “intérprete espera uma pausa para poder traduzir tudo o que foi dito – requer capacidade de memória e síntese para não omitir nada importante e tampouco mudar o discurso), ou em forma sussurrada(o intérprete” posiciona-se bem próximo de quem necessita a” tradução” e vai falando ao mesmo tempo que o palestrante). No caso do trabalho de interpretação as ferramentas serão diferentes, pois aqui serão necessários equipamentos específicos de som como microfones, fones, a cabine acústica em se tratando de tradução simultânea. Para a consecutiva, além da boa memória, é indispensável a boa e velha dupla “papel e caneta”

Tecnicamente falando, o “tradutor” não deixa de ser um “intérprete”. Afinal, nossa função é transmitir uma informação de um idioma a outro de maneira que fique claro e preciso interpretado sempre o que não deve ser omitido e como deve ser transmitido. O que os diferencia dos conhecidos “tradutores” automatizados é que somos capazes de transmitir essas informações usando emoção e sendo capazes de escolher a palavra certa para que a mensagem não se perda e contenha a mesma emoção que o autor de um texto quer que o leitor sinta, por exemplo. Então, torna-se fundamental o conhecimento e o estudo da Linguagem – o que é proporcionado pelo curso de Letras -, afinal só “saber comunicar-se nos dois idiomas” não é suficiente. Gostar de ler, pesquisar, e ter dedicação plena são fatores que constroem um bom “tradutor/intérprete”

Por Cris Achcar

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