Falsos cognatos mais conhecidos entre inglês e português.

Veja as palavras em inglês que até lembram umas palavras em português, mas o significado é bem diferente!

 Para “Tradutores e intérpretes”

Palavras em Inglês: 87 Falsos Cognatos que vão te surpreender

  1. actually (na verdade, na realidade, o fato é que)
  2. adept (especialista, profundo conhecedor)
  3. agenda (pauta do dia ou da reunião)
  4. alias (pseudônimo, nome falso)
  5. amass (acumular, juntar)
  6. anthem (hino)
  7. anticipate (prever, esperar ansiosamente)
  8. application (inscrição)
  9. appointment (compromisso com hora marcada)
  10. appreciation (gratidão, reconhecimento)
  11. argument (discussão, debate)
  12. assist (ajudar, dar suporte)
  13. assume (presumir, supor)
  14. be obliged (estar agradecido)
  15. balcony (sacada)
  16. beef (carne bovina)
  17. braces (aparelho dental)
  18. camera (máquina fotográfica)
  19. cigar (charuto)
  20. collar (gola)
  21. college (faculdade)
  22. competition (concorrência)
  23. comprehensive (abrangente, extenso, amplo)
  24. compromise (entrar em acordo, fazer concessão, acordo)
  25. convict (condenado)
  26. costume (fantasia)
  27. data (dados)
  28. deception (fraude, ato de enganar)
  29. defendant (réu, acusado)
  30. disposable (descartável)
  31. devolve (transferir)
  32. diversion (desvio)
  33. eventually (finalmente, por fim)
  34. exit (saída, sair)
  35. exciting (empolgante)
  36. exquisite (belo, refinado)
  37. fabric (tecido)
  38. grip (agarrar algo firmemente)
  39. hazard (risco)
  40. idiom (expressão idiomática)
  41. ingenious (engenhoso)
  42. ingenuity (criatividade)
  43. inhabitable (habitável)
  44. injury (ferimento)
  45. interest (juros)
  46. instance (exemplo)
  47. intoxication (embriaguez)
  48. jar (pote)
  49. journal (revista especializada)
  50. lace (tecido fino feito de fios, renda)
  51. ladder (escada portátil)
  52. lecture (palestra, aula)
  53. legend (lenda)
  54. library (biblioteca)
  55. location (localização)
  56. lunch (almoço)
  57. lojas (revista)
  58. mayor (prefeito)
  59. medicine (remédio)
  60. moisture (umidade)
  61. novel (romance)
  62. notice (notar, perceber)
  63. office (escritório)
  64. parents (pais)
  65. pasta (massa, macarrão)
  66. médico (médico)
  67. policy (políticas, diretrizes)
  68. prejudice (preconceito)
  69. preservative (conservante)
  70. particular (particular)
  71. push (empurrar) 
  72. pull (puxar)
  73. realize (perceber)
  74. record (gravar um disco ou dados)
  75. requirement (requisito)
  76. resume (retomar, reiniciar)
  77. retired (aposentado)
  78. retribution (represália, punição)
  79. scholar (erudito)
  80. senior (idoso)
  81. sensible (sensato)
  82. service (atendimento)
  83. silicon (silício)
  84. support (appoiar, apoio)
  85. syndic (representante jurídico, delegado)
  86. tax (imposto)
  87. vegetables (legumes e verduras)

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A relação “tradutor-intérprete” e o Direito Internacional Privado

 

tradutora

A relação “tradutor-intérprete” e o Direito Internacional Privado

Uma vez que a “tradução” se aplica a textos escritos  e a interpretação aos textos orais, é possível  afirmar que no âmbito da tradução jurídica são necessários tanto tradutores quanto intérpretes.

 

Os “tradutores jurídicos” trabalham para os juizados e tribunais e se encarregam de  “traduzir todo documento” que faça parte  de um processo judicial, por exemplo, interrogatórios, tratados e convênios internacionais e sentenças.

Por sua vez,  o trabalho ( a tarefa) do “intérprete judicial” consiste em “traduzir de forma oral” perante o órgão correspondente as perguntas e respostas dos interrogatórios e as intervenções num processo  de algum documento não traduzido previamente.

juramentado

A “tradução juramentada” é uma “tradução oficial” realizada por um tradutor (devidamente regulamentado pela Junta Comercial de seu estado), enquanto que  a tradução jurídica  refere-se  a um documento traduzido, cuja natureza se enquadra em qualquer área do direito,  sejam textos legislativos, convênios, manuais de direito ou artigos científicos sobre assuntos jurídicos.

No âmbito da “tradução” jurídica, há uma série de documentos  que,  após serem legalizados,  devem ser traduzidos para o idioma do país de origem (cartas rogatórias, sentenças,  testamentos, procurações).

justica-brasil

Sem dúvida, conforme afirma Susan Sarcevic,  a “tradução de textos jurídicos”,  inseridos em um sistema jurídico e recebidos em um outro sistema jurídico,  geram incongruências conceituais que  constituem um desafio para o tradutor e exigem dele uma preparação específica para realizar tal tarefa. O comércio internacional  e os blocos político-econômicos, de modo geral,  tem  dado lugar  a um grande numero de figuras jurídicas,  como “contratos de compra e venda, de transporte, de seguros e de representação comercial  que requerem  tradução”i.

É notório que atualmente as pessoas viajam para passear, trabalhar ou até mesmo morar em outros países com maior frequência. Com isso, essa mobilidade tem contribuído para ampliar o serviço de tradução e interpretação (que leva implícito  o conceito de  translação  de um idioma a outro)  dessas figuras jurídicas nesse campo temático. Alguns exemplos incluem a guarda de menores de pais com duas nacionalidades, delitos cometidos por alguém fora de seu país de origem, contratos diversos, entre outros.

Levando em conta tudo o que foi explanado anteriormente, cabe aqui destacar a relevância deste tipo de trabalho que aumenta a área de atuação dos tradutores/intérpretes, e sua importante relação com o direito, mais especificamente o direito internacional privado.

 

Maria Inás González Lozano

mineslozano@hotmail.com

mcatrad

intérpretes e tradutores

Dicionário Ultra mexicano termos gírias para tradutores de Espanhol

Olá ‘tradutores e intérpretes’ espero que gostem desse artigo.

dica da Prof. tradutora intérprete Espanhol Inglês Português :

Cristina Achcar3da4c-icon2bmore

 

O espanhol apresenta suas diferenças em cada país. É interessante conhecer alguns termos que compõem essa linguagem tão característica dos países de fala hispana.

Nesta oportunidade, trazemos um dicionário “mexa” – mexicano; com termos muito utilizados – inclusive algumas gírias . Para os que, como eu, trabalham com tradução ou ainda ensinamos espanhol, faz-se necessário de um apoio como esse para desenvolver nosso trabalho da melhor maneira.

 

 

Diccionario ultra mexa:

Achicopalarse: Según el diccionario del COLMEX: Entristecerse, deprimirse o perder el ánimo a causa de alguna aflicción, una pena o un dolor.

Agüitarse: sentirse melancólico, desanimado, molesto, deprimido, afligido, decaído, enfermo. Un objeto, animal o planta también pueden apreciarse “agüitados”.

Apantallar: sorprender, deslumbrar, como cuando se prende una pantalla (de televisión, por ejemplo) y la luz nos deja cegados, pero en un sentido conceptual, el “deslumbramiento” más que físico es mental.

Apapachar: dar cariño, consentir, de forma física o emocional. Se dice que viene del náhuatl “papatzoa” que significa “ablandar algo con los dedos”, como si se ablandara el enojo con cariños.

Apixcahuarse: cuando la ropa huele mal porque se guarda húmeda. Es más común en el sureste del país.

Arrecholar: De español de Coahuila. Arrumbar, arrinconar, quedarse en casa, no salir a la calle es arrecholarse.

Bacalear: Del español yucateco. Acariciar a la pareja, cachondear, fajar.

Bomberazo: Cuando hay que resolver con urgencia un asunto imprevisto. Se usa mucho en medios y periodismo: un artículo que tiene que salir rápidamente.

Bonche: un montón grande de cosas, un conjunto grande.

Cantinflear: en honor al personaje de Mario Moreno, Cantinflas, según la RAE: “Hablar o actuar de forma disparatada e incongruente y sin decir nada con sustancia.”

Cháchara: es una baratija, objeto de poco valor o que no tiene mayor utilidad. Chacharear es ver, buscar o comerciar chácharas.

Chale: Expresión que denota decepción, similar a “caray”, “caramba”, pero suele expresarse con hueva o zozobra.

Chambelán: un arcaísmo, sin duda, originalmente se define como, según el diccionario del COLMEX como “Miembro del personal de la corte de un rey, que se ocupa de ayudarlo y ejecutar tareas menores ”, en México se usa popularmente para nombrar a un “joven que, en fiestas que se celebran para festejar a una quinceañera, hace con ella pareja para bailar el primer vals, y cada uno de los que forman las parejas de sus damas de honor.”

Chicano: la definición del COLMEX es preciosa: “Ciudadano de Estados Unidos de América, de origen mexicano, que milita en la defensa de sus derechos sociales, laborales, culturales y lingüísticos como minoría en ese país; que forma parte de esa comunidad o se relaciona con ella.”

Chicle: dulce o pastilla que se mastica para entretener el hambre o mejorar el aliento. Está hecho a base de una sustancia pegajosa que se extrae del árbol de chicozapote.

Chido: Dice el diccionario del COLMEX que lo chido es “bueno, bonito o apreciable.” Estamos de acuerdo.

Chincual: Del español de Veracruz. Es una fiesta o parranda.

Chingar: Dice el diccionario del COLMEX que significa “molestar o causar grave daño a una persona”, además, “chingarse” puede ser fracasar o sacrificarse. Esta palabra nos encanta porque encarna perfectamente la definición de polisemia. Y de sus variaciones, ni se diga.

Chingón: Mientras que chingar es una palabra negativa (especialmente sustantivada en “chingada”), chingón puede ser o el que chinga o un sujeto u objeto bueno, agradable, bien hecho, simpático, increíble, trabajador, inteligente o extremadamente capaz.

Chipocludo: Un sujeto que es el mejor en lo que hace, el más destacado o chingón. también puede ser un objeto que cumpla con estas cualidades, como estas palabras chipocludas.

Chocolate: aunque ya se use en todo el mundo, con sus respectivas traducciones, para nombrar al delicioso dulce de cacao, es una palabra náhuatl. Viene de xococ (agrio) y atl (agua).

Chuchuluco: la palabra es de origen náhuatl y según el Diccionario del náhuatl en el español de México, se puede definir como “golosinas o dulces para niños”, “cosas sin valor que se acumulan”, “tamales mal amasados”.

Chueco: torcido, ladeado, deforme, mal hecho o ilegal.

Chulear: es alabar o decir cosas positivas con respecto a la belleza de una persona, un objeto o los actos de alguien.

Cooperacha: La “coopera” es una apotación voluntaria de amigos, familiares y vecinos para comprar licores, “chelas” o comida en una fiesta.

École: Es una expresión que se dice cuando alguien acierta, le atina a algo o le queremos dar la razón.

Encabronarse: “cabrón” es otra de nuestras joyitas, aunque encabronarse podría ser considerada su máxima expresión: significa enojarse mucho, tanto que uno se transforma en un cabrón, es decir un sujeto en tal nivel de empoderamiento que podría dañar a otros, importándole poco las consecuencias. Que no te hagan encabronar.

Escuincle: niño, joven o sujeto mayor de edad que se comporta de forma pueril.

Gacho: feo, malo o malvado.

Guácala: es una expresión usada para denotar asco o desprecio, especialmente repugnancia hacia un olor o alimento. En México hay otras expresiones similares como “fuchi” o una yucateca preciosa, corta y contundente: “fo”.  

Güero/guëra: Los españoles nos regalaron el “prieto”, nosotros nos inventamos el güero que significa rubio, persona blanca y de ojos claros. Hay que usarla con cuidado, pues es un apelativo que pone distancia entre los que son güeros y los que no lo son.

Güey: La RAE lo define como “persona tonta” (estás bien güey), pero en México es un apelativo para casi cualquier sujeto. Un güey puede ser un desconocido. Mi güey, quiere decir: “mi novio o pareja”, güey también es “amigo, compañero”. Una palabra difícil de definir, no es raro que la RAE se quedara corta.

Huachicol: (o guachicol) es una bebida adulterada. También se utiliza la palabra para nombrar al combustible adulterado o robado.

Huesear: agarrar cualquier empleo, poco relacionado con la propia carrera, para ganar dinero. Entre artistas y académicos suele ser un empleo mal pagado, como dar tutorías o tomar fotografías de eventos. Entre políticos y administradores públicos es “agarrar hueso”, es decir, tener cualquier trabajo que ofrezcan los amigos o “palancas”, para seguir en la nómina.

Hueva: un concepto seriamente complejo, o por lo menos así lo trabajó un gran filósofo mexicano. Algunos le llaman flojera (extrema), el acto de holgazanear. Nosotros la entendemos como zozobra, una congoja tan agobiante que no te deja hacer nada.

Itacate: Después de una comida familiar o de amigos, lo que sobra, se puede compartir con los asistentes para que se lo lleven a casa con ellos. A esta provisión se le llama “itacate”. En el estado de Morelos, el itacate es una gordita triangular, echa con masa mezclada con queso y rellena de guisados diversos.

Jaino: Del español de Chihuahua es novio o pretendiente.

Mamar: emborracharse, chupar con la boca los órganos genitales de otra persona o decir cosas imprudentes. De ahí la expresión tan querida: “no mames”.

Merequetengue: Es una fiesta, parranda en grande o un alboroto, una serie de obstáculos que no permitían realizar lo que uno se había propuesto. (Sacar la visa gringa es un merequetengue; ir al super el 24 de diciembre es un merequetengue).

Morro: O morra. Joven, adolescente, chamaco.

Neta: es la verdad. La verdad absoluta.

Ñáñaras: sensación de ansiedad o nervios, que provoca una situación, visión o condición física desconocida, inquietante o extraña. También puede ser un temor irracional. A muchos les provoca “ñáñaras”, por ejemplo, el ruido que hace un unicel cuando es cortado.

Ñero: en positivo: amigo, compañero. En negativo: persona u objeto vulgar.

Papalote: juguete precioso que se hace planear en el viento, hecho de un armazón liviano (muchas veces de carrizo) sobre el que se tensa una tela o papel y que tiene amarrado un hilo que sirve para volarlo. En Oaxaca, durante el día de muertos, se vuelan papalotes para permitir que las almas bajen a tierra a través de los hilos.

Pinche: despreciable, deleznable, mezquino o de baja calidad.

Rascuache: apariencia de mal gusto, de baja calidad, categoría o en mal estado. El diminutivo “rascuachitos” es seriamente peyorativo.

Sacatón: Cobarde, que “le saca”.

Teporocho: Borracho, alcohólico, sujeto que bebe incansablemente cualquier cosa, en cualquier lugar.

Varo: dinero, peso, moneda.

Zochear: Del español yucateco. Fisgonear, acechar, curiosear.

fonte

masdemx

“tradutor e intérprete”

mcatrad

 

Tradutores e intérpretes haz el download del pdf: “Español de Europa y Español de América”

 

Clique na imagem para baixar em PDF este interessante glossário que aborda as diferenças entre o espanhol da Espanha e da América Latina, uma ferramente tão importante para “tradutores e intérpretes” e inclusive para os que ensinam Espanhol como língua estrangeira.

 

n7_G_Haensch7pdf
En el español de América existen palabras que
designan realidades específicamente americanas
que no se conocen o apenas se conocen en España
y, por lo general, no tienen equivalente en el léxico
del español peninsular. Se trata aquí del culturespecific vocabulary, del vocabulario de civilización, cuyo conocimiento o desconocimiento por
parte de un hablante del español peninsular depende
de su cultura general. Para un europeo estas palabras
son exotismos. Aunque en España no hay llamas,
pumas, anacondas (a excepción de en algunos
parques zoológicos) ni gauchos, pampas,
mariachis, etc., estas palabras suelen conocerse en
España, pero la mayoría de los exotismos no se
conocen en España, porque la realidad que designan
no existe en España ni se conoce allí.

“Tradutores e intérpretes do Brasil”

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Para os tradutores e intérpretes de espanhol o “Diccionario de Expresiones y frases colombianas”

“Tradutores e intérpretes” dicas da prof. Cristina Achcar

Diccionario de Expresiones y frases colombianas ordenadas alfabeticamente:

A
Alebrestarse: agitarse, alborotarse.
Aleta: persona muy alegre.
Amañarse: encariñarse.
Apuntarse: acompañar a otros, hacer lo mismo que los otros hacen.
Amanerado: medio gay, afeminado.
Amarrado: tacaño, que no suelta nada de plata para nada.
Ajetreo: muy ocupado, problema o personas teniendo relaciones.
Achantar, Achantado: Hacer sentir pena, estar apenado.
Acabado, Acabao, llevao: una persona que esta en las malas, flaco, sin nada.
Avión: persona astuta, despierta.

B
Babilla: chica bien fea.
Bejuco: persona contrariada, enojada.
Birra: cerveza.
Bizcocho: mujer bonita / hombre bien parecido.
Boleta: aguafiestas. Una persona ridícula.
Bolillo: policía.
Bollo: hombre o mujer guapo/a, atractivo/a (se usa mas en la costa).
Bueno, buenón, buenote: guapo, atractivo, de buen aspecto.
Barajarla más despacio: explicar con más detalles.
Botar corriente: tener una discusión intelectual, pensar profundamente.
Bajo de nota: triste
Bacano: bueno, divertido, chevere.
Bacan: una persona con personalidad chevere.
Breve: algo muy fácil. Ej. Esa vuelta fue breve.
Boliar, o boliar parejo: trabajar duro.
Biyuyo: la plata, dinero.
Botado: fácil, regalado o generoso.
Blanco es, gallina lo pone: (El huevo) para insinuar el nombre de alguien.
Bailando amacisado: muy juntos.

C
Cagao: cobarde, con miedo (se usa mas en la costa).
Cagarla: hacer algo mal, cometer un error.
Camello: trabajo.
Calidoso: alguien generoso, bueno, agradable.
Cansón: cosa, animal o persona que fastidia, molestar mucho.
Cantaleta: reprender, dar un sermón.
Carreta: que habla mucho, mentira exagerada.
Cayetano: una persona que calla por mucho rato.
Conchudo: desentendido, indolente, desobligado.
Cuero: Mujer u hombre desarreglado, sin presencia, poca cosa.
Culebra: deuda.
Culebro: cobrador de deudas.
Culicagao: Para referirise a un niño(a), inmaduro.
Cuñao: buen amigo.
Caer gordo: resultarle antipático a alguien, caerle mal.
Ciertas hierbas: eufemismo usado para no mencionar el nombre de una persona.
Comerse el cuento: creer algo (que generalmente es mentira).
Corroncho: personas sin cultura, sin modales, sin estudios ni educación.
Canson: persona que molesta mucho.
Cacharrear: experimentar, revisar, aprender a medidas que se revisa algo.
Cosita seria: Persona de cuidado.
Cuchibarbi: Señora entrada en años que se resiste a aceptar el paso del tiempo y se somete a toda suerte de cirugías para parecer una quinceañera.
Chiviado: Adulterado.
Coscorria: persona grosera, mal educada, mejor dicho de lo peor.
Caspa: Persona cansona, insoportable, fastidioso, molesto.
Cójela suave: es como decir a otra persona calmate, despacio.
Conchudo: desobligado, perezoso, que le gusta lo fácil.
Cascar: pegar, golpear.
Caído del zarzo: persona tonta o que no piensa rápidamente.
Cucho(a): alguien mayor, tirando a anciano(a).
Catano(a): alguien mayor, tirando a anciano(a).
Cosa: para refererise a un elemento u objeto al que no se le conoce nombre.
¿Como así?: cuando algo te desconsierta o sorprende.
Culebra: deuda.

CH
Chance: oportunidad, posibilidad.
Chao: adiós, hasta luego.
Chévere: muy bueno, fantástico, fenomenal.
Chimbo: de poco valor, falso.
Chino, China: niño, niña.
Chiviado: de poco valor, falso.
Chusco: bonito, agradable.
Champetú / Champeta: persona ordinaria, corroncha.
Chimbo: algo aburrido. tambien algo que no es correcto. Ej. ese man anda en algo chimbo, Esos documentos son chimbos!.
Chimba, La: una persona super, vacano. Ej. Ese man es la chimba!.
Chichigua: de poco valor, insignificante.
Chuchona: mujer con sus partes genitales muy grande.
Chicanear: picarselas de loco, aparentar para impresionar.
Chupe por bobo!: sufra las consecuencias.
Chanchullo: trampa, algo que no es correcto o legal.
Choro: ladron.
Chambón: trabajo mal acabado, persona bruta, sin destreza.
Chécheres: cosas de poco valor que la gente acumula.
Chicharrón: trabajo o problema engorroso de ultima hora para resolver.
Cháchara: Habladuria sin importancia. Ej. Ese tipo si habla cháchara!.

D
Desechable: vago de la calle, callejero, que ya no vale la pena.
Dar lata: molestar, fastidiar.
Dar papaya: dar motivos para burla.
Darle al clavo: acertar.
Dárselas de…: presumir de… (cuando alguien se cree mas que los otros).
De ataque: grandioso, estupendo.
Del codo: tacaño. (tacaño = persona que no le gusta gastar dinero).
De papayita: oportuno, que aparece en el momento justo.

Dañado: El que tiene malos pensamientos, el que mete vicio, el que toma trago.
De una: Ya mismo.
Dejame masticarlo: esperate pienso, esperar para asimilar algo.
De malas: Si lo dices con rabia significa “No me importa”, si le antepones un TAN de malas, significa : pobre, te compadesco.
Desayunar alacran: iniciar el dia de mal genio. Ej. Nojodaaa!… esa vieja parece que desayunó alacran!!!.
Dar chumbimba: matar. Ej. A esos manes les dierno chumbimba anoche.
Desparche: no tener nada productivo para hacer.
Dañar el caminao: obstaculizar.
¡Dichosos los ojos!: se le dice a alguien que no se ve hace tiempo.

E
Embarrarla: cometer un error, equivocarse.
Empiñatado: encariñado, entusiasmado.
Espumosa: cerveza.
Echar carreta: bromear, hablar cosas sin importancia.
Echarle un ojo a algo: observar, cuidar, estar de guardia.
Echar los perros: cortejar a alguien.
¿Entós qué, loco?: saludo de desafío.
Estar, ponerse como un tití: estar furioso (el “tití” es un mono pequeño sudamericano).
Estar en la olla: estar en malas condiciones.
Estar vaciado: no tener nada.
Enredo: confusión. envolatarse en algo. Ej. Estoy mas enredado con estos papeles.
Echarle mente: Pensar en algo.
El propio, el duro: el jefe, el que tiene el control o poder de alguien o algo. El especialista en algo. Ej. Ese man es el propio para esta vuelta (o trabajo).
El machucante: el ayudante del marido, el amante de una mujer.
El mozo: Lo mismo que el machucante.
En la juega: estar listo, estar alerta.
¿Estamos?: me hago entender?.
Engallar: adornar, decorar en exceso, por lo general con el ánimo de hacer ver algo más fino de lo que es.
Embrollo: lio, problema, enredo.
En bombas: hacer algo rápidamente.

F
Fregar: molestar, joder.
Filo: hambre. Ej. tengo un filo!.
Fresco: tranquilo, sin importancia, no te preocupes.

G
Goma: afición, entusiasmo.
Gomelo: hijo de gente adinerada, que todo lo tiene gracias a ellos.
Gorrero: persona que pretende hacerse pagar por otros, que abusa de los demás.
Guámbito(a): niño / niña.
Guiso: cursi, desentonado.
Guevon: tonto, que se la deja montar.
Guaro: cerveza, bebida embriagante.
Gurre: mujer u hombre feos, como lo peor en descripción física de alguien.
Jeta: boca. Ej. Le voy a dar por esa jeta como siga molestando!!!.
Guayabo: Malestar al dia siguiente de haber tomado licor.
Garra: para referirse a alguien sin presentacion ni presencia, acabado, llevao.
Gamin: Para referirse a gente muy pobre que se dedica a la delincuencia o al consumo de drogas.
Guarapaso: golpe muy fuerte. Ej. le metieron un guarapaso en la cabeza!.
Guachaafita: relajo, bromas de palabras o de juego, algo molesto.
Goterero: que le gusta que le den pero no dar.

H
Hablar paja: hablar lo más posible sin decir nada, decir trivialidades o mentiras.
Hacer el dos: hacer un favor.
Hacer la vaca: reunir dinero para un bien común.
HP: hijo de puta.
Hágale: equivale a un si, es como dar una aprovación positiva.

I
Intenso: persona cansona de actitud revelde.

J
Jartera: cosa desagradable, aburrida, pereza.
Joder: fregar, molestar.
Joyita: individuo cuyo comportamiento deja mucho que desear.
Jeta: boca. Ej. Le voy a dar por esa jeta como siga molestando!!!.
Jartar: tomar, entonarse, beber licor. Ej. Esos manes estan jartando desde ayer!.
Jueputa!: Expresion de rabia, sorpresa.
Juemadre!: equivalente a Jueputa!.
Jodido: persona de mal genio, ventajoso, de caracter fuerte.
Juepucha: relativo a sorpresa.
Juernes: una combinacion entre jueves y viernes para “adelantar” el fin de semana esperado para iniciar las rumbas o descanso.

K
Kukito: lindo, pequeño, algo que tiene gracia.

L
Lagarto: persona en política o en busca de favores económicos o sociales.
Loco: término informal para dirigirse a una persona, generalmente un amigo.
La pálida: malestar producido por la altitud o hambre.
Lenteja: una persona lenta, despaciosa.
Lenta(o): bruto, torpe. Ej. Este man si es lento!.
Lambón: que le gusta estar detras de alguien, metido, sapo.
Líchigo: avaro hasta el punto de la mezquindad.
Lo que le diga es mentira: ni confirmar ni negar algo, no saber.
Lo tengo entre ojos: tener a alguien en mente para ajustar una cuenta pendiente, rencilla o problema. Ej.Tengo a ese hp entre ojos!

LL 
Llave: amigo íntimo.
Llevar con la doble: comportarse en modo hipócrita con gente falsa.


Maletear: descomponerse, no funcionar.
Mamera: cosa desagradable, aburrida; pereza.
Mamita: mujer atractiva, bonita.
Mamón: se le dice a una persona cansona o fastidiosa.
Marcar: besarse. (se usa mas en la costa).
Marica: Tonto, homosexual. Referirse a un amigo(a) por cariño. Ej. Marika, venga le cuento!, Marika… hágame el dos!.
Maricada: una estupidez, pérdida de tiempo.
Mono: rubio, de piel blanca.
Mula: traficante de drogas.
Mamar gallo: molestar, fastidiar.
Mentar a la madre, mentarla: insultar.
Me mame: me canse – Cansarse de algo o alguien.
Man: hombre.
Masticarlo: Pensar
Mas amarrado que un tamal: alguien muy tacaño.
Mamar gallo: tomar del pelo a otra persona.
Motilarse: cortarse el cabello.
Machucante: novio, amante, compañero.
Miti Miti: mitad y mitad. Ej. Hacemos la vuelta y vamos miti miti!.
Me vale: no m importa, no m interesa, me da igual.
Me importa un sieso: lo mismo que me vale.
Mas caido que teta de gitana: cuando alguien se deja coger o es pillado en una trampa o mentira.
Mas contento que marica con dos culos: cuando alguien esta muy feliz o contento por algo.
Mas picado que muela de gamin: alguien creido, que se cree mucha cosa.
No me la vele: no se burle más.

N
Niña: mujer joven.
¡Ni de vainas!: no enfático.
Ni “puel” putas: no, de ninguna manera. (puel = por él).
Ni por el chiras: nunca.
No me charle: no me mienta.
Nanais cucas: no. Negación.
Nono(a): su abuela(o), los padres de sus papas.
Nos pillamos!: nos vemos!, hasta luego, chao.

Ñ
Ñero: persona callejera, sin presentación, vulgar.

O
Olla: sitio donde se vende droga.
O sea: es decir, en otras palabras, o ¡que te pasa!, ¡quien te crees! (Lenguaje Gomelo).

P
Pailas: estar mal económicamente o sentimentalmente.
Pilas: estar alerta, cojer energia. Ej. Póngase las pilas para el examen, Este pilas si viene alguien…!
Pangar: chocar o abollar un automovil.
Papito: hombre apuesto, guapo
Parche: grupo de amigos, pandilla.
Parsero: amigo íntimo.
Parásito: para referirise a alguien inutil, que no hace nada util en la vida.
Perica: cocaína.
Picho: de poco valor, falso.
Pinche: de poco valor, despreciable.
Pirobo: hijo de familia rica.
Propio: excelente, muy bueno.
Provocar: apetecer, antojarse.
Pillao (pillado): cuando alguien es descubierto en algo. Ej. Estas pillao!.
Parar los tarros: morir.
Pasar por la galleta: desobedecer, ignorar una orden.
Pasar por la faja: desobedecer, ignorar una orden.
Pegarle a las tales: tener relaciones sexuales.
Pija camarita: expresión de gusto.
Píntala como quiera: expresión de desafío.
Poner los cuernos: traición o infidelidad a la pareja.
Plata: dinero
Pinta: la ropa que se usa. Ej.Voy a comprar una buena pinta (camisa, pantalón, etc.) Tambien se usa para describir una mujer u hombre bien parecidos.
Pendenciero: aprovechado, vago.
Pasmado: Paralizado, sorprendido. Ej. Se queda uno pasmado de ver esas cosas de hoy en dia.
Pendejo: El que se la deja montar de todo mundo.
Pelao: muchacho, joven.
Pochecas: tetas, alimentadores: senos de las mujeres.
Prendido: Referirse a alguien que esta muy borracho.
Patrasear: deshacer un trato.
Picarselas de loco: persona chicanera, que le gusta aparentar.
Paraco: el gobierno, fuerzas armadas paralelas.
Picado(a): persona presumida.
Pichurria: poca cosa, lo mas pequeño, una míseria, despreciable. Ej. Ese sueldo que me pagan es una pichurria!.
Pichurrio: feo, aburrido, mal hecho.
Pispa(o): bonita, de buen aspecto físico.
Puta: mujer de la vida fácil, que comercia con su cuerpo.
Por si las moscas: es una condicional de prenvención. Llévate este otro pan por si las moscas!.
Pille la nota: Asi es la cosa o el asunto. Estar pendiente.

Q
¡Qué seba! o ¡que oso!: que vergüenza (lenguaje gomelo).
Quebrar: matar. Ej. Toca mandar a quebrar a ese hp.
Que pecao!: expresión de ternura, lastima, según el caso.
¡Quiubos!: saludo.
¡Que cagada!: meter la pata. Cuando algo sale mal.

R
Raponero: ladrón, generalmente quien roba y sale corriendo.
Repelente: persona que siempre está de mal genio, descortez.
Rumba: fiesta, parranda.
Recocha: estar con los amigos, riendo, pasandola bien, molestando a alguien.
Rebusque: fuente de empleo, hacer cualquier cosa o vaina para ganar dinero.
Rabón: enfadado, de mal genio.
Rollo: problema, embrollo.


Sapo: chismoso.
Sardina/o: persona sin experiencia; novato.
Sobarse: molestar, enfadar con necedades.
Soroco: tonto, estúpido.
Soroche: malestar producido por la altitud.
Sacar, salir canas verdes: desesperar, abrumar.
Simpatico: buena pinta. buena gente.
Si o que?: verdad?.
Sano: que no entiende o comprende algo. Que no sabe algo que los otros saben.
Sacar la piedra: acto de enfurecer a alguien.
Se despide mas que circo pobre: alguien que se despide mucho y nada que se va.
Tiene mas culo un pescao (pescado): alguien que no tiene cola, nalgas.
Si… como no moñito: cuando renegamos o negamos algo.
Sipote: algo muy grande, algo vistoso. Ej. sipote carro se compro Pedro!.

T
Taita: papá, padre.
Tinto: café.
Tirar: tener relaciones sexuales con alguien.
Toche: bobo, tonto.
Tombo: policía.
Topocho: persona gorda o pasada de kilos.
Torear: provocar, hacer enojar.
Trabado: drogado.
Tráfico: policía de tránsito.
Tener huevos de avión: pretender demasiado, querer hacer algo imposible o muy difícil.
Tener huevos: pretender demasiado, querer hacer algo imposible o muy difícil.
Tomar caldo de mico: estar raro, alborotado.
Tumbao: Sabor caleño. Ej. Esa mujer tiene su tumbao.
Tieso, Tiezo: muerto. Ej. Lo dejaron tieso de una!.
Todo bien: que todo esta bien en la vida, sin problemas.
Tres dedos: una persona metida.
Trabaja mas un gorgojo en un riel: para referirise a alguien muy perezoso.
¡Te vi!: Generalmente se acompaña con un chasquido de los dedos de una mano para inidicar a alguien que se vaya, que no se quiere ver en el mismo lugar donde uno esta.
Tome pa la gaseosa (propina): siempre que se le da propina a alguien.
Tetiao (tetiado): abundancia, lleno. Ej. Ese man esta tetiao de plata, Quedo tetiao despues de sipote almuerzo!.

U
Una chimbaaa: algo muy bueno, super divertido. Ej. Ese man es una chimba.
Una fría o una pola: cerveza.
Un cruce: un favor.
Un polvo: tener una (1) relación sexual.
Un polvito: tener una (1) relación sexual muy corta o rápida.
¿Usted qué come, que adivina?: se le dice a alguien cuando sabe todo.
¡Hum, ya dijo!: un gesto ironico para contradecir lo que alguien dice.

V
Vaina: se usa para definir cualquier cosa, situación o suceso que no tiene nombre ni descrIpción o es desconocida. Es como el comodín para definir o complementar algo. Mejor algunos ejemplos: ¿Cuanto vale esta vaina?que vaina le paso?, … y venia esa vaina a toda velocidad!.
Va jugando!: advertencia, amenaza.
Verraco: persona estupenda.
Verraquera: cosa fantástica, muy buena.
Valer huevo: no importar.
Vagre: mujer u hombre feos.
Vicioso: drogadicto. Que anda metido en el consumo de drogas.
Vieja: mujer.
Vos: tu. Ej. Vos vieras como quedo de bonita esa fiesta.
Vuelta: hacer una diligencia, hacer un mandado. Los delicuentes generalmente la usan para hacer un ilicito. Ej. Toco hacele la vuelta a tal tipo!.
Ventiao: abundante, bastante. Ej. Esos manes dieron plomo ventiao a todo el mundo!.
Visaje: se usa para decir que alguien esta llamando mucho la atención.

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Malinche a intérprete responsável pela conquista do México

Literatura:

Malinche a “intérprete” responsável pela conquista do México

 

Tida por alguns como peça fundamental para a conquista do México e por outros como uma traidora, a vida e o papel de Malinche continuam sendo pesquisados.

Esta índia foi amante d Hernán Cortés – o espanhol que derrotou Montezuma II, imperador asteca, exterminando assim o povo asteca ao qual Malinche pertencia- e teve com ele um filho; este, de nome Martín, é considerado historicamente como o primeiro mexicano.

Malinche era uma das 20 escravas oferecidas aos espanhóis que se encontravam na embarcação que chegou em Tabasco no ano de 1519. Ela falava os idiomas maia e asteca, e posteriormente aprendeu também espanhol e por isso tornou-se fundamental para que Hernán Cortés conquistasse o território asteca, e por esse mesmo motivo o prestígio e respeito dos quais gozava na época se converteram em ressentimento, modificando sua imagem para “traidora”.

Leia a seguir a breve biografia de Malinche e seu papel na história.

MALINCHE: A JUDAS DO MÉXICO

Tida como responsável pelo extermínio dos astecas, seu nome ainda hoje é sinônimo de ‘traidor entreguista’

 

Em 1519, um navio espanhol aportou em Tabasco, na costa do golfo do México. Seus ocupantes, todos estrangeiros, receberam dos nativos diversos presentes de boas-vindas. Pães, frutas, aves, ouro e pedras semipreciosas foram entregues aos desconhecidos navegantes. Entre os regalos estavam 20 mulheres escravas. Elas deveriam preparar-lhes a comida e, claro, prestar outros favores que tornariam sua vida ali mais agradável. Inclusive sexuais. Entre as escravas, uma virou polêmica. Fluente em maia e asteca, a moça serviu de intérprete para os estrangeiros e os ajudou na comunicação com os índios locais. Chegou a ter um filho com um dos europeus. O mestiço Martín é considerado o primeiro “mexicano” da história. Malinche, seu nome, continua a ser considerada uma traidora, espécie de Judas de sua nação. Seu envolvimento, afinal, foi com Hernán Cortés, o homem que destruiu o Império Asteca e deu início ao extermínio do povo de sua própria amante.

Pouco se sabe sobre Malinche, citada apenas duas vezes nas cartas que Hernán Cortés escreveu para o rei espanhol Carlos I. Acredita-se que ao nascer, por volta de 1496, tenha sido chamada de Malinalli, nome de uma erva que, trançada, era usada para fazer roupas, e também de um dos dias do calendário da época, exatamente aquele em que ela nasceu. Era uma índia nahua, uma das diversas etnias que compunham o México pré-colombiano, provavelmente de Xalixco, na divisa entre o Império Asteca e estados maias. Francisco López de Gómara, que escreveu em 1552 Historia de las Indias, conta que a menina era filha de pais ricos, mas que foi sequestrada ainda criança e vendida para índios de ascendência maia, de Xicalango. Eles a teriam passado para o povo de Tabasco até ela ser dada para os espanhóis.

Há outra versão, contada em 1560 pelo conquistador espanhol Bernal Díaz del Castillo, que acompanhou Cortés e escreveu La Historia Verdadera de la Conquista de la Nueva España. Segundo ele, os pais da índia eram caciques em uma cidade chamada Paynala. Após a morte de seu pai, a mãe teria se casado com outro cacique e tido um filho com o novo marido. Para que o bebê tivesse direito à herança, o casal resolveu dar a filha mais velha para os índios de Xicalango. Assim, ela teria aprendido tanto o idioma maia quanto o náuatle, a língua asteca. Habilidades que a tornariam indispensável para Hernán Cortés.

Malinche virou Malinche após o encontro com os espanhóis. Ela e as 19 outras escravas oferecidas aos conquistadores foram as primeiras pessoas batizadas na América. Após o ritual, ganharam nomes cristãos. A índia foi chamada de Marina e, sem conseguir pronunciar o “r”, aos poucos foi sendo transformada em Malintzin. Por sua vez, os espanhóis, com dificuldade para falar como os índios, passaram a chamá-la de Malinche.

Jeronimo de Aguilar, um religioso espanhol que naufragara por aquelas bandas provavelmente em 1511 e falava náuatle, era o”intérprete”oficial de Cortés. Quando descobriram que Malinche falava maia, ela começou a ser usada para fazer Cortés entender o que os povos daquela origem falavam. Ela ouvia as frases em maia, passava para o asteca e Aguillar fazia a”tradução do steca para o espanhol” De tanto fazer isso, a jovem logo”aprendeu o espanhol”e ganhou nova alcunha: era agora “a Língua”, aquela que intermediava a comunicação entre os indígenas e os recém-chegados. A escrava começou a ganhar importância, a ponto de se tornar amante de Cortés e ter um filho com ele, Martín.

Por suas habilidades linguísticas, Malinche passou a ser usada nas operações de conquista por Cortés, que a infiltrava em várias tribos. Ela inclusive esteve presente no primeiro encontro entre o espanhol e Montezuma II, o imperador asteca, um momento decisivo na história mexicana, em 8 de novembro de 1519. Também foi graças a ela que Cortés conseguiu se comunicar com diversos outros índios.

Numa de suas andanças, a índia reencontrou a mãe e o irmão mais novo. Bernal Díaz conta que, após a chegada dos espanhóis à tribo, os parentes de Malinche foram batizados. A mãe passou a se chamar Marta e o irmão, Lázaro. Ele era o cacique da tribo, assim como o pai fora. Ao reconhecerem Malinche, a mãe e o irmão ficaram apreensivos. “Tiveram medo dela, pois acreditaram que os chamava para matá-los, e choravam. E, assim como os viu chorar, dona Marina os consolou e disse que não tivessem medo, que quando a entregaram aos xicalangos não sabiam o que faziam, e os perdoava, e lhes deu muitas jóias, ouro e roupas, e disse que voltassem a seu povoado”, escreveu Díaz. “Dona Marina tinha muita personalidade e autoridade absoluta sobre os índios de toda a Nova Espanha.”

Malinche foi, na época da conquista, apresentada pelos cronistas como uma mulher poderosa a ponto de fazer um cacique e sua mãe chorarem de medo. E piedosa na medida em que perdoava os abandonos passados. Mais que isso: era uma senhora respeitada e influente. Mas sua imagem mudou muito com o tempo.

 

Espanhóis x astecas

A ajuda dos povos dominados e a superioridade técnica, com armas mais poderosas e o domínio da pólvora, são duas das possíveis razões para a queda do Império Asteca diante de Hernán Cortés e seus homens. Outra teoria diz respeito aos deuses, que tinham enorme importância naquela sociedade, o que pode explicar a fácil rendição do imperador Montezuma diante do invasor num momento interpretado por ele como o fim de um ciclo, cercado de profecias que apontavam para a volta do deus Quetzalcoatl para retomar seu reino. Montezuma teria enxergado Cortés como o próprio Quetzalcoatl. Como a teoria fatalista não seria compartilhada por todos os astecas, a rendição do imperador não foi bem aceita ” e ele foi morto com uma pedrada de origem incerta.

 

Cortés teve de enfrentar o novo imperador, Cuauhtémoc, que não aceitava o domínio estrangeiro. Aí entrou a superioridade tática: “Cortés contraria a chamada “guerra florida” dos astecas, uma espécie de balé com hora marcada, em vez da emboscada, por exemplo”, diz Leandro Karnal, autor de Teatro da Fé: Representação Religiosa no Brasil e no México do século XVI. “Com isso, em 13 de agosto de 1521, Tenochtitlán [a capital do império] cai. Cortés foi um homem hábil politicamente, muito carismático, que soube arregimentar a simpatia dos índios.”

Malinche tornou-se fundamental para os planos do conquistador porque, como diz Bernal, “Cortés, sem ela, não podia entender os índios”. Apesar da importância estratégica e de ser mãe do filho do espanhol, Malinche foi novamente entregue. Dessa vez, por Cortés para um companheiro de expedição, Juan Jaramillo. Ela se casou, ganhou a liberdade e teve uma filha, Maria. Não se sabe quando Malinche morreu, acredita-se que foi em 1529, mas algumas fontes falam em 1551.

Mais de três séculos depois de sua morte, o ex-linguista Tzvetan Todorov afirmou em seu livro A Conquista da América: “É verdade que a conquista do México teria sido impossível sem ela”. Todorov destacava a importância da linguagem em todo o processo de domínio da civilização asteca e dos povos ao redor por Cortés. E explicava, assim, a dimensão que o nome de Malinche tomou no país.

Não só sua imagem mudou ao longo dos séculos, mas também a importância atribuída a ela. “Na época da conquista, ela era respeitada. Não foi só tradutora e amante, tinha influência”, afirma Leandro Karnal. “Depois da independência, o México construiu a identidade do asteca como ancestral de sua nacionalidade, como um povo feliz, o que é uma visão romântica. Então ela vira a traidora. Sua imagem só começa a ser reabilitada nos anos 80, quando a importância da comunicação, da mulher e dos aliados indígenas cresceu nas análises históricas.”

Houve muita violência na conquista da América. Mas o que alguns especialistas contestam hoje é que a chamada “visão romântica” nega o outro lado: a crueldade dos astecas com os povos dominados, que incluía uma enormidade de sacrifícios humanos em nome dos deuses. “A figura do”espanhol”não foi vista como a de conquistador num primeiro momento, por isso tantos povos se uniram a ele. Cortés liderou um exército de indígenas, Malinche não era a única ao seu lado”, afirma o historiador José Alves de Freitas Neto, da Unicamp.

Para Todorov, a índia que ajudou a Espanha a dominar o México “anuncia o estado atual de todos nós, inevitavelmente bi ou tri culturais”. O problema é que a mistura que Malinche representa é vista até hoje como impura em seu país, atrelado ao passado romântico. Com isso, a população não reconhece nela o que Octavio Paz chama de “Eva mexicana” ou a “mãe simbólica” de todo um povo.FLÁVIA RIBEIRO

Fonte: AH-Aventuras na História

 

 

 

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/malinche-a-judas-do-

mexico.phtml

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Você Sabia? Qual foi o primeiro dicionário?

 

 

Uma ferramenta indispensável para quem trabalha com tradução ou interpretação: o dicionário.

Nunca paramos para pensar quais foram os primeiros, ou como surgiram.

Nesta matéria da revista Superinteressante, descobrimos quais foram os primeiros dicionários, quem os organizavam e quais idiomas atendiam.

Vale a pena ler um pouco mais sobre essa ferramenta tão utilizada por profissionais da tradução e interpretação e que nunca “sai de moda”, afinal sempre vamos nos deparar em algum momento, em alguma leitura, com alguma palavra que nos faça duvidar do seu significado, ou talvez que nos desperte a curiosidade de saber como será o termo equivalente em outra língua.

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Qual foi o primeiro dicionário?

Márcio Ferrari

(Cícero Henrique da Silva, Lajedo, PE)

A partir do século I d.C., os gregos criaram os lexicons, que também serviam para catalogar os usos das palavras de sua própria língua ¿ mas dicionários como conhecemos hoje só surgiram .

Os mais antigos precursores de que se tem notícia são tabletes em escrita cuneiforme da civilização sumeriana, da antiga Mesopotâmia, datados de cerca de de 2600 a.C. “Eram repertórios de signos, com nomes de profissões, de divindades e de objetos usuais, que funcionavam como dicionários unilíngües”, diz a lexicógrafa Ieda Maria Alves, da USP. A partir do século I d.C., os gregos criaram os lexicons, que também serviam para catalogar os usos das palavras de sua própria língua – mas dicionários como conhecemos hoje só surgiram durante o Renascimento, começando pela tradução das duas línguas clássicas para os idiomas modernos. “Quando o conhecimento do latim e do grego antigos começou a rarear, a leitura da Bíblia foi se tornando mais difícil, tornando necessários os dicionários bilíngues”, afirma o filólogo Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras.

O mais célebre volume dessa época foi organizado pelo monge italiano Ambrogio Calepino (c. 1435-1510) e publicado em 1502. Tratava-se de um volume latim-italiano que, em edições posteriores compiladas por outros dicionaristas, passou a incluir até 11 línguas. O livro ficou tão famoso que o termo calepino acabou se tornando sinônimo de “dicionário”, da mesma maneira como se diz “aurélio” hoje no Brasil.

fonte superabril

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Improvisados não tem lugar para trabalhar como tradutores e intérprete

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Os tradutores, artesãos das palavras, profissionais da escrita, transpõem as culturas, permitindo a interação e a comunicação entre os povos. Eles transpõem textos de uma língua a outra. Mas não é uma simples transposição terminológica. É necessário, para traduzir, inteirar-se dos conceitos expressos no texto original; além de pesquisa terminológica, precisa-se entender o conteúdo para encontrar na língua de chegada expressões que preservem o significante conceitual, reformulando, a mensagem, quando necessário, para que adquira na língua de chegada o idiomatismo imprescindível.

“O primeiro requisito que um tradutor deve possuir é o conhecimento profundo da sua língua materna, para a qual ele traduz”, escrevia Paulo Rónai[17] (1976, p. 10); mas não menos importante é sua capacidade de pesquisa e de entendimento, que lhe permite se inteirar dos assuntos mais diversos, pois, nas palavras de Adail Sobral[18], “o tradutor é um generalista, um pesquisador de tudo, um eterno curioso por força de sua atividade” (BENEDETTI e SOBRAL, 2003, p. 207). De fato, a tradução abrange os mais diferentes campos do saber, desde a medicina ao direito, da literatura à finança, das ciências matemáticas à física, da engenharia mecânica à eletrônica, da arte em geral ao cinema.

Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações[19] (BRASIL, CBO, 2010), o trabalho dos tradutores encontra-se agregado à Família Ocupacional referente aos Filólogos, Tradutores, Intérpretes e afins. A descrição do conjunto de atividades desempenhadas pelos tradutores[20] (BRASIL, CBO, 2010, p. 386-387) elucida que os tradutores: “Traduzem, na forma escrita, textos de qualquer natureza, de um idioma para outro, considerando as variáveis culturais, bem como os aspectos terminológicos e estilísticos, tendo em vista um público-alvo específico”. Referencia também que a formação requerida para o exercício da ocupação de tradutor é o diploma de ensino médio ou o diploma de técnico para tradutores e intérpretes, considerando necessária, ademais, para o pleno desenvolvimento da atividade, uma experiência superior a cinco anos.

trechos de /jus.com.br


 

Os improvisados não tem lugar para trabalhar como tradutores e intérpretes, o próprio mercado se encarrega de colocar de lado as pessoas com pouco conhecimento, sem nenhuma experiencia ou simplesmente com um segundo idioma pois não são credenciais para trabalhar como tradutor e intérprete:Tradutora e professora Inglês Português Espanhol 

 

La Divina Comedia ¿Cómo surge el proyecto de traducir una obra tan compleja?

la div

 

Cuenta la leyenda literaria que el general Bartolomé Mitre, durante la guerra del Paraguay, dedicaba las horas vacías de los largos días sin combate a la traducción de la Divina Comedia. En una de aquellas bochornosas tardes en el monte, un oficial entró en la tienda de campaña del militar y al verlo sumergido entre diccionarios y hojas desparramadas, con curiosidad, inició el siguiente diálogo:
–¿Qué anda haciendo, mi general?
–Aquí me ve, traduciendo al Dante.
–Hace bien, a esos gringos hay que darles con todo.
La anécdota, probablemente apócrifa, circuló a lo largo del siglo en un puñado de variantes que alteraban el contexto y los interlocutores de Mitre, pero no el insidioso remate. Por su parte, el trabajo de Bartolomé Mitre inició una tradición de traducciones de la Comedia en el Río de la Plata, a la que se suma por estos días la de Antonio Jorge Milano editada por Grupo Editor Latinoamericano. La primera edición de la traducción de Bartolomé Mitre se publicó en 1889 con el título El infierno de la Divina Comedia. En su prólogo, Mitre señala dos causas que lo impulsaron a comenzar la tarea. Por un lado, una necesidad personal (su trabajo es el resultado de cuarenta años de relecturas obsesivas del texto). En segundo término, en un gesto de dantesca autosuficiencia destaca lo que considera una carencia objetiva: no existen traducciones en español dignas de la obra. En este punto Mitre era particularmente crítico de la traducción española de Pezuela, de moda hacia finales del siglo diecinueve.
Con una entonación más modesta, Angel Battistessa alcanzó el punto más alto del recorrido de Dante por las pampas y probablemente uno de los más altos en la lengua española. Su traducción, proyectada en 1965, año en que se cumplieron los 700 años del nacimiento del poeta, se publicó en su versión definitiva en 1984. Su edición bilingüe, ricamente ilustrada, enfrenta el texto original italiano con la nueva versión y elige los tercetos de endecasílabos, que sólo se verán alterados en su metro cuando el sentido del verso peligre. De esta manera, la traducción resulta bella, poética y clara, al mismo tiempo.
A fines del año pasado Antonio Jorge Milano publicó una cuidada edición en tres volúmenes, que repite la amabilidad de confrontar el texto original y ofrece un exhaustivo sistema de notas al final de cada capítulo. En cuanto a las ilustraciones, Milano recupera un puñado de ilustraciones clásicas (Botticelli, Gustave Doré o William Blake) y agrega algunas nuevas de artistas contemporáneos, como las de Oscar Capristo, María Cristina Criscuola y Clelia Speroni.
¿Cómo surge el proyecto de traducir
una obra tan compleja?
–La Divina Comedia siempre me pareció una obra fundamental. La dificultad que encontré en mi propia lectura fue que la erudición de Dante puede ser un problema para los lectores que se enfrenten con la obra: cita muchísimas cosas sobre todo históricas, políticas, religiosas, contemporáneas a él y anteriores, que hacen que el lector se desanime. Puesto en ese papel de lector, decidí hacer una lectura minuciosa, para mí, de la que surgieron mis propias notas y luego, como corolario, la traducción, que fui haciendo a medida que leía el texto.
Usted habrá leído la traducción de Mitre, que en uno de sus prólogos explica las motivaciones personales y critica mucho las traducciones anteriores. ¿Por qué consideró usted necesaria una nueva traducción y qué opinión tiene de las traducciones anteriores?
–Mire, no soy tan presuntuoso como para considerar que era necesaria una nueva traducción y, sobre todo, la mía. Con respecto a la traducción de Mitre, tiene algunos méritos y deméritos. La de Battistessa (Buenos Aires, Asociación Dante Alighieri, 1984) es quizá la más meritoria. Aunque es irregular y personalmente me parece que en algunos momentos logra su objetivo y en otros no. Tengo la impresión de que su traducción refleja que fue hecha en distintos momentos y en un período muy largo. Mi traducción fue hecha en continuidad: ningún día dejé de trabajar en ella.Traducía aunque fuera diez minutos, cada día, hasta durante los viajes: me acuerdo de haber traducido parte de un canto del Infierno en un hotel en Uruguay. Me gusta una traducción de Montes de Oca, una traducción mexicana, que editó Porrúa. Es una traducción en prosa que me parece muy buena. Hay una española, de Crespo, que es en verso y que no me gusta. La traducción en verso es azarosa: en una traducción, conseguir el verso y la rima, en tercetos y endecasílabos, es una hazaña.
Es la hazaña que intenta Mitre con resultados desiguales. El texto original es una obra escrita originalmente en tercetos encadenados con una rima estricta. En su prólogo usted explica que optó por “tercetos ritmados”. ¿Cómo resolvió ese primer problema?
–Conociendo la medida de mis fuerzas no decidí de ninguna manera hacerlo rimado. Lo ritmado (medida intermedia) tiene como objetivo poder enfrentar bien los versos del texto en la lengua original con la traducción. Hacer esos endecasílabos ritmados me permitió conservar el terceto, enfrentado con el terceto italiano. A mí me gusta, creo que a los lectores con un poco de conocimiento de otra lengua también, confrontar el verso italiano con el verso castellano. Muchas veces para corroborar lo que uno sabe de la otra lengua o para, con cierta malicia, tratar de ver qué errores cometió el traductor.
Un segundo problema es a qué español se va a volcar el texto original. Mitre anuncia en el prólogo que va a emplear el español del siglo XV, por considerarlo el más cercano al italiano de Dante. Después, en las sucesivas reediciones –hace cuatro reediciones en cuatro años y llega a corregir 1400 versos–, va dejando de lado esa decisión.
–Creo que la de Mitre fue una decisión errónea. Considero que hay que traducir al castellano contemporáneo y en el caso del Río de la Plata, cuidarse mucho de no hacerla en español peninsular.
Cuando un traductor se enfrenta a un texto antiguo tiene dos problemas a resolver: el primero es traer ese texto al momento en el que está traduciendo, a una lengua y un horizonte conceptual contemporáneo. En segundo lugar, el de recuperar el contexto histórico y lingüístico en el que la obra fue escrita. Esto último da como resultado muchas traducciones de textos clásicos llenas de arcaísmos, latinazos y neo-arcaísmos. Mitre, al referirse al incendio de Troya, traduce la “Ilión combusta”: cuanto más se acerca a las llamas que abrasaron a Ilión, más se aleja de la semántica española. Entre esas dos opciones, la de traer el texto para que sea ágil a la lectura de un contemporáneo y la de recrear el momento en el que fue escrito, Milano se inclina por la primera: “La elección por la contemporaneidad del autor, tratar de reproducir el momento histórico de la lengua siempre es artificial. Se puede lograr una mejor traducción en la lengua contemporánea. Generalmente las otras opciones no resultan bien, como no le resultó a Mitre”.
Antonio Jorge Milano, médico psiquiatra de profesión, demuestra que, en este trazado histórico por la suerte de Dante en el Río de la Plata, para traducir la Divina Comedia se puede ser General en plena campaña o médico cruzando el Río de la Plata.

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La Divina Comedia al Español no puedes dejar de leer ; quienes la tradujeron

Hay obras literarias que, más allá de su importancia para la lengua en que fueron escritas y para el momento histórico en que fueron pergeñadas, resultan fundamentales, constituyéndose en patrimonio común de la humanidad. Y eso sucede por la labor de los traductores que, generación tras generación vuelven a medirse con esos originales. Los autores de la Biblia, los de Las mil y una noches , los de la Ilíada y la Odisea –a quienes, simplificando, llamamos Homero –, Shakespeare, Cervantes y tantos otros son ejemplo de ello. También Dante, autor de la Comedia , poema en tres partes, cuyas fechas tentativas de composición se sitúan entre 1304 y 1321. Su argumento es sencillo: trata de un recorrido realizado por Dante –con distintos acompañantes– por el Infierno, el Purgatorio y el Paraíso. La trascendencia del empeño de Dante hizo que para 1500 al título original se le agregara el adjetivo con el que hoy se conoce la obra, desde entonces, la Divina comedia .

Traducido a casi todas las lenguas y muchas veces, se supone que la primera traducción al castellano de España –hoy perdida– fue realizada por Enrique de Villena a principios del siglo XV . Desde entonces cada siglo fue sumando innumerables versiones totales o parciales; entre ellas, la de Pedro Fernández de Villegas, la de Cayetano Rosell, la de Juan de la Pezuela y, más recientemente, la de Nicolás González Ruiz, y la de Luis Martínez Merlo y Joaquín Arce. Por sobre todas se destaca, sin embargo, la del poeta Ángel Crespo, quien entre 1973 y 1981 tradujo en verso las tres partes.

Ahora bien, a pesar de que el castellano de España y el de Latinoamérica poseen muchos puntos en común, es posible que las mayores diferencias ocurran en el campo de la prosodia que, según una de las acepciones del diccionario es “el estudio de los rasgos fónicos que afectan a la métrico”. Pero las diferencias no se quedan ahí: también se las ve en el léxico, la morfología y la sintaxis.

Así lo reconoció tempranamente Bartolomé Mitre, primer traductor argentino de la Divina comedia , cuya versión se publicó en 1889. Sin saberlo, inauguraba una tradición que continuaron Ángel Batistesa (1984) y Antonio Jorge Milano (2003).

A ellas se suma ahora la del poeta de Jorge Aulicino, ilustrada por Carlos Alonso y publicada por Ediciones Gog y Magog.

Aulicino ha decidido que su traducción se guiara por la temperatura de las palabras del original. Dicho de otro modo, así como Dante “inventa” el italiano, Aulicino intenta recuperar esa invención para nuestra lengua. Observa que la aventura de Dante es inédita, pero también lo es su lenguaje: “Un lenguaje nuevo, maleable – observa Aulicino –con el que jamás se había escrito una obra de largo aliento. Dante maneja esa arcilla a su antojo, y no es el envejecimiento de sus términos sino su posterior cristalización la que dificulta no ya la traducción a otro idioma sino el entendimiento en el italiano contemporáneo. No quiero abundar en la imposibilidad de traducir de modo cercano este sustrato de galaxias en formación, respetando incluso métrica y rima. Las traducciones que así lo hicieron son admirables –destaco las de Bartolomé Mitre y Ángel Crespo–, pero pagaron el tributo de alejarse de la fragua caliente de la que salían echando humo las palabras dantescas, para imponerles un ritmo equivalente al castellano”.

Aulicino procede de otro modo: “Lo que se escribió en ese lenguaje uterino es tan irreproducible como las rimas originales. Traté de acercarme a la raíz latina con la que Dante maniobraba, creando no sólo un poema, sino también un idioma, y buscando en el nuestro –en nuestro castellano de acá–, una paráfrasis natural y semejante en todo lo posible a la cambiante y múltiple materia original”.

Aulicino lo logra y hace que su versión del Infierno, que se publica en versión bilingüe, se convierta a futuro en una referencia obligada.

fuente Clarin

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